ABC

ABC supera Botafogo-SP e garante acesso à Série B

Saiu o primeiro semifinalista da Série C do Campeonato Brasileiro. Nesta sexta-feira (7), o ABC avançou de fase ao bater o Botafogo-SP por 1 a 0 em Natal. Após o empate sem gols no jogo de ida, em Ribeirão Preto (SP), o time abecedista levou a melhor para cima dos paulistas e alcançou a classificação. De quebra, o Alvinegro Potiguar se garantiu na próxima edição da Série B.
Diante de um Frasqueirão lotado, ABC e Botafogo-SP fizeram um primeiro tempo com muita luta e poucas chances de gols. Após o empate sem gols no jogo de ida, as duas equipes precisavam balançar as redes para alcançar a classificação no tempo regulamentar. O placar, porém, terminou inalterado na etapa inicial.
Com Nando, do ABC, e Filipe, do Botafogo-SP, expulsos, devido à confusão antes do da ida ao vestiário, as equipes voltaram para o segundo tempo com 10 jogadores cada. O placar foi inaugurado aos nove minutos com Erivélton. O meia aproveita lançamento e, na saída de Neneca, coloca os donos da casa na frente do marcador. O Bota respondeu aos 13, mas Edson fez grande defesa em chute de Serginho. O goleiro estava inspirado e também evitou o gol de Tiago Marques, aos 17. Com o ABC segurando a vantagem até o fim, a torcida potiguar fez a festa.
Os outros três semifinalista saem no final de semana. No sábado (8), às 18h30, Guarani e ASA decidem a vaga no Brinco de Ouro, em Campinas (SP). No domingo (9), o Boa recebe o Botafogo-PB às 11h, em Varginha (MG), e o Fortaleza pega o Juventude às 19h, na Arena Castelão.


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Seleção Brasileira dá show e goleia Bolívia por 5 a 0 na Arena das Dunas


A Seleção Brasileira deu show e goleou a Bolívia por 5 a 0 na noite desta quinta-feira (6) na Arena das Dunas, em jogo válido pela Eliminatórias da Copa do Mundo 2018. Jogando de forma ofensiva, os brasileiros não tiveram dificuldades para dominar as ações do jogo e ditar o ritmo da partida.
Os gols da partida foram marcados por Neymar, Philippe Coutinho, Filipe Luís, Gabriel Jesus e Firmino. Em noite inspirada, além de fazer o primeiro gol do jogo, o craque Neymar ainda participou de outros três gols. Apesar da grande atuação, o jogador acabou levando o terceiro cartão amarelo e será desfalque para o próximo jogo da seleção.  
Com a vitória, o Brasil se mantém na vice-liderança das Eliminatórias, agora com 18 pontos, um a menos que o líder Uruguai. Enquanto isso, a Bolívia amarga a penúltima colocação, com apenas 7 pontos conquistados.
Na próxima terça-feira (11), as duas equipes voltam a jogar pela competição. Às 17h, a Bolívia recebe o Equador, no estádio Hernando Siles. Já às 21h30, a Seleção Brasileira enfrenta a Venezuela fora de casa, no estádio Merida.
O jogo
O Brasil começou avassalador, sem dá chances aos visitantes. Dominando a partida desde o início, a Seleção Brasileira abriu o placar logo aos 10 minutos. Em bela troca de passes entre Neymar e Gabriel Jesus, o atacante do Palmeiras tocou para o camisa dez, que chutou para o gol aberto e abriu o marcador.
Mesmo após abrir o placar, a seleção canarinha continuou pressionando o adversário, e, aos 25 minutos, Philippe Coutinho ampliou o placar. Após boa subida e troca de passes na ponta direita da grande área, o atacante do Liverpool chutou no cantinho, sem chances para o goleiro.
Aos 38 minutos foi à vez de Filipe Luís marcar para o Brasil. Gabriel Jesus recebeu no meio de campo e acabou sendo derrubado, mas a bola sobrou para Neymar, que deu bom lançamento para o lateral esquerdo ampliar o placar.  
Já no finalzinho da primeira etapa, aos 43 minutos, Neymar foi lançado na ponta esquerda, avançou e tocou para Gabriel Jesus, que tocou na saída do goleiro para fazer um belo gol na Arena das Dunas.
Após um primeiro tempo recheado de gols, a Seleção Brasileira voltou para o segundo tempo ainda dominando o jogo, porém, em ritmo mais lento. Durante a etapa complementar, o técnico Tite sacou Gabriel Jesus, Neymar e Giuliano para as entradas de Firmino, William e Lucas Lima.
Logo depois de entrar no jogo, aos 29 minutos do segundo tempo, Firmino também aproveitou para marcar o dele. Após cobrança de escanteio, o jogador subiu bem e cabeceou para o fundo das redes do goleiro Lampe. Fim de jogo: Brasil 5 x 0 Bolívia.  
Ficha Técnica
Eliminatórias Copa 2018
Brasil 5 x 0 Bolívia
Data: 06/10/2016
Horário: 21h45
Local: Arena das Dunas
Publico: 30.013
Renda: 4.307.145,00
Cartões amarelos: Cristhian Machado, Azogue (Bolívia); Neymar (Brasil)
Escalações
Brasil: Alisson; Daniel Alves, Miranda, Marquinhos e Filipe Luís; Fernandinho, Renato Augusto, Giuliano (Lucas Lima) e Philippe Coutinho; Neymar (William) e Gabriel Jesus (Firmino). Técnico: Tite
Bolívia: Lampe; Edemir Rodrígues, Zenteno, Ronald Raldés e Marvin Bejarano; Maleán, Azogue, Jhasmani Campos (Joselito Vaca) e Juan Ace; Yasmani Duk (Pablo Escobar) e Marcelo Moreno. Técnico: Guilhermo Hoyos.
BPE-IN-TP

Secretaria de Segurança monta esquema especial para o jogo entre Brasil e Bolívia

A Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed) estará com um esquema especial de segurança para o jogo entre Brasil e Bolívia, na quinta-feira (6), no Estádio Arena das Dunas, em Natal, valendo pela nona rodada das eliminatórias da Copa do Mundo 2018 na Rússia. O plano de operações foi elaborado de forma integrada com outras instituições parceiras como a FIFA, CBF, Federação Norte-riograndense de Futebol, Defensoria Pública, Juizado da Infância e do Adolescente, SAMU, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, além dos órgão da Sesed como a Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros. A partida tem previsão de início às 21h45 e a expectativa de 32 mil espectadores.
A Polícia Militar atuará com um efetivo de 196 militares dos mais diversos batalhões de áreas (1º, 3º, 4º, 5º, 9º e 11º batalhões) e unidades especializadas, entre eles as Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas (ROCAM), Batalhão de Choque (BPChoque), Companhia Feminina (CPFem), Batalhão de Operações Especiais (BOPE), Regimento de Polícia Montada (RPMon), Companhia Independente de Proteção Ambiental (CIPAM), Força Nacional, entre outras, visando a preservação da ordem pública antes, durante e depois do jogo, tanto no interior do Arena como em até um raio de 5km ao entorno da praça desportiva.
O BOPE atuará de forma integrada à Polícia Federal em operações especiais na área hoteleira onde a comissão estiver instalada, bem como ficará disponível para possíveis ações de controle de distúrbio com uma equipe do esquadrão Antibombas. A Companhia Independente de Policiamento Turístico (CIPTur) também reforçará o patrulhamento na Via Costeira, onde as delegações estão hospedadas.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Comando de Polícia Rodoviária Estadual (CPRE) ficarão responsáveis pela escolta e batedores das seleções brasileira e boliviana.
A Prefeitura de Natal, por meio da SEMURB e STTU, ficará responsável pela fiscalização de ambulantes nas proximidades da Arena e bloqueios de ruas previstos a partir das 17h. Já o Consórcio Arena das Dunas disponibilizará 491 seguranças particulares que atuarão no interior do estádio.
Todas as ocorrências envolvendo torcedores num raio de até 5km nas imediações do Arena, antes e durante a partida, deverão ser conduzidos para o setor de triagem da Polícia Militar e encaminhados à Delegacia de Apoio e Juizado Especial Criminal, instalados no interior do estádio. Os demais casos serão encaminhados à Delegacia de Plantão da zona Sul de Natal.
A Polícia Civil também disponibilizará uma Delegacia Móvel, na área externa da Arena das Dunas, no período das 7h às 19hs, para atender aos cidadãos que necessitem fazer o registro de ocorrências policiais. Uma equipe formada por dois delegados e oito agentes de polícia trabalhará na unidade móvel. O Corpo de Bombeiros Militar também estará de prontidão nas imediações para atendimentos nas áreas de combate a incêndios, atendimento pré hospitalar e salvamentos diversos.
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Tite convoca 24 jogadores para partida contra Bolívia em Natal

Visando as partidas contra a Bolívia, em Natal, e Venezuela, em Mérida, o técnico da Seleção Brasileira, Tite, convocou na tarde desta sexta-feira (16) um grupo de 24 atletas para os duelos válidos pela Eliminatórias da Copa do Mundo Rússia 2018.
As novidades ficaram por conta de Alex Muralha, goleiro do Flamengo, Thiago Silva, zagueiro do Paris Saint German-FRA, Fernandinho, volante do Manchester City-ENG, Oscar, meia do Chelsea-ENG, Douglas Costa, atacante do Bayern de Munique-ALE, e de Firmino, atacante do Liverpool-ENG.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) reforçou a informação de que, na próxima segunda-feira (19), serão definidos os valores de ingressos para o confronto na Arena das Dunas. A comercialização será iniciada na quarta (21).
Confira a lista dos convocados:
Goleiros
Alisson (Roma-ITA)
Muralha (Flamengo)
Weverton (Atlético-PR)
Zagueiros
Gil (Shandong Luneng-CHI)
Miranda (Internazionale-ITA)
Marquinhos (PSG-FRA)
Thiago Silva (PSG-FRA)
Laterais
Daniel Alves (Juventus-ITA)
Fagner (Corinthians)
Filipi Luis (Atlético de Madrid-ESP)
Marcelo (Real Madrid-ESP)
Meias
Casemiro (Real Madrid-ESP)
Fernandinho (Manchester City-ENG)
Giuliano (Zenit-RUS)
Lucas Lima (Santos)
Oscar (Chelsea-ENG)
Paulinho (Guangzhou Evergrande-CHI)
Phillippe Coutinho (Liverpool-ENG)
Renato Augusto (Beijing Gouan-CHI)
Willian (Chelsea-ENG)
Atacantes
Douglas Costa (Bayern de Munique-ALE)
Firmino (Liverpool-ENG)
Gabriel Jesus (Palmeiras)
Neymar (Barcelona-ESP)
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Na estreia de Tite, Brasil faz 3 a 0 no Equador pelas eliminatórias da copa de 2018


Com o pé direito. Assim o técnico Tite iniciou a trajetória na Seleção Brasileira. Em sua primeira partida no comando da equipe, a Canarinho venceu o Equador, no Estádio Olímpico Atahualpa, em Quito, por 3 a 0. 
Os gols do triunfo, válido pela sétima rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo Rússia 2018, foram marcados por Neymar e Gabriel Jesus (2). 
Com fôlego até o apito final do árbitro, o time mostrou que a estratégia da comissão técnica de iniciar os treinos no local da partida três dias antes do jogo, buscando uma boa adaptação aos mais de 2.800m de altitude, deu certo.
Com o resultado, o Brasil, que não vencia em Quito desde 1983, chegou a 12 pontos na tabela de classificação e ganhou duas posições, subindo para o quarto lugar. A Seleção Brasileira volta a campo na próxima terça-feira (6), contra a Colômbia, na Arena da Amazônia, em Manaus (AM), às 21h45 (de Brasília).
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    Tocha paralímpica é acesa em Brasília; revezamento começa no dia 1° de Setembro

    O revezamento da tocha paralímpica, que vai percorrer regiões brasileiras antes da abertura oficial dos Jogos Paralímpicos Rio 2016, no dia 7 de setembro, começou hoje (25) com uma cerimônia no Palácio do Planalto.
    Ao lado de atletas paralímpicos, de organizadores da Paralimpíada e membros do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), o presidente interino Michel Temer acendeu a tocha a partir de uma lanterna com o fogo olímpico e depois a entregou ao atleta Yohansson do Nascimento Ferreira, que vai participar dos jogos.
    Embora o revezamento da tocha comece apenas no início de setembro, a chama foi acesa hoje porque, caso o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff seja aprovado nos próximos dias, Temer planeja ir à China participar da cúpula de líderes do G-20 e de encontro com investidores internacionais. Em seu discurso na cerimônia de hoje, o presidente interino confirmou sua intenção de participar da abertura dos Jogos Paralímpicos, no Maracanã.
    O presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Andrew Parsons, defendeu aportes financeiros do governo federal para ajudar nas despesas da organização. “Acho inconcebível que não se veja isso [repasse de verbas] como investimento. Num país de 45 milhões de pessoas com deficientes, o governo apoiar decisivamente um evento que é um catalisador de mudança, que muda a concepção da sociedade, para mim parece absurdo [as críticas aos repasses].”
    Segundo Parsons, os primeiros recordes da Paralimpíada estão sendo batidos antes mesmo do início dos jogos, com a venda, ontem (24), de 145 mil ingressos em um só dia.
    Ao todo, 41 atletas paralímpicos participaram da cerimônia no Palácio do Planalto. Os demais competidores estão em treinamentos e preparações no Rio de Janeiro e em São Paulo.
    Também participaram representantes de entidades como a Associação Pestalozzi de Brasília, que presta atendimento gratuito a pessoas com deficiência e suas famílias.
    O caminho da tocha
    A partir do próximo dia 1º, durante sete dias, cerca de 700 condutores vão participar do revezamento que terminará na cidade do Rio de Janeiro, sede dos jogos.
    Com 21 arenas, 23 modalidades e 528 provas, os Jogos Paralímpicos Rio 2016 vão receber atletas de 176 países de 7 a 18 de setembro. A meta estipulada pelo governo brasileiro, que vai contar com a maior delegação de sua história, é ficar no 5º lugar do quadro de medalhas.
    Antes de pegar a tocha paralímpica, o velocista Yohanson do Nascimento aceitou o desafio: “Nós, atletas, vamos cumprir com essa meta. Vamos continuar deixando essa chama [olímpica] acesa, com pensamentos positivos, dando mais orgulho à população brasileira. Daqui a pouco não tenho dúvidas que vocês vão estar escutando o Hino Nacional todo dia com a gente no lugar mais alto do pódio”, disse.
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    Firme, forte e dourado: Brasil bate Itália e volta ao topo olímpico após 12 anos

    A volta dourada no tempo estava programada para 2004. Era aquela cor de medalha que o Brasil queria repetir depois da prata em Pequim 2008 e Londres 2012. Remanescente da geração de Atenas, Serginho, de 40 anos, foi convencido a deixar a aposentadoria e emprestar um pouco daquele espírito à seleção da Rio 2016. Inspirada pelo veterano, a equipe coroou a recuperação olímpica diante de um Maracanãzinho lotado (assista aos melhores momentos no vídeo acima). No grand finale deste domingo, mostrou quem mandava ali. Conseguiu se impor e fez a torcida lembrar dos velhos e bons tempos, vencendo a Itália por 3 sets a 0 (25/22, 28/26 e 26/24).
    As medalhas douradas de Barcelona 1992 e Atenas 2004 ganharam companhia. O resultado pôs fim também a um longo e incômodo jejum. Até então, o último título havia sido conquistado no Mundial da Itália, em 2010.
    Nos últimos quatro anos, a seleção foi mudando a sua cara. Sem Giba, Dante, Rodrigão e Ricardinho, foi preciso apostar em novos nomes. Lucarelli apareceu para preencher uma lacuna e tanto, Wallace cresceu. Bernardinho dizia que a geração não era talentosa como a anterior, mas tinha condições de brigar. No ano olímpico, fez fila na Liga Mundial, em meados de julho, derrubando todos os rivais que estariam no Rio – só perdeu o título para a não classificada Sérvia. Já sem o experiente Sidão, ainda perdeu Murilo na reta final de preparação, ambos cortados por lesões. Nos Jogos, sofreu de novo com problemas físicos de Maurício Souza, Lipe e Lucarelli, foi superada por EUA e Itália e ficou sob o risco de ser eliminada na primeira fase e terminar em nono, igualando a pior campanha, de 1968. Mas veio a reação. França, Argentina e Rússia caíram na sequência, e os italianos, na decisão.
    Mesmo remendada, a seleção fez valer seu histórico com o técnico no comando. Em 16 temporadas, após mais de 40 torneios, jamais ficou fora de um pódio em Mundiais e Olimpíadas. Só não ganhou medalhas três vezes, nas Ligas de 2008, 2012 e 2015.
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    Brilhou o ouro! Nos pênaltis, Brasil vence Alemanha e conquista medalha inédita

    A seleção brasileira de futebol é campeã olímpica dos Jogos Rio 2016. O ouro olímpico foi definido nos penalties, após o empate de 1 a 1. Na quinta bola chutada pela Alemanha, o goleiro Weverton defendeu, garantindo o ouro para o Brasil. O placar do jogo não mudou nos dois tempos da prorrogação, após os 90 minutos com os dois times empatados. O Brasil abriu o placar com o gol de Neymar, aos 26 minutos de jogo, em cobrança de falta. Em comemoração, Neymar repetiu o gesto de imitar um raio do jamaicano tricampeão olímpico de atletismo, Usain Bolt, presente no estádio. Bolt vibrou com o gol de Neymar.
    Meyer, da Alemanha empatou, aos 13 minutos do segundo tempo. O gol de ocorreu após uma falha da defesa brasileira, numa bola rebatida. A partir daí, as duas equipes fizeram um jogo tenso com várias chances de gols perdidas pelas duas seleções. Foram necessários 64 anos, mas a seleção brasileira enfim chega ao ouro nos Jogos Olímpicos, numa conquista que serve de redenção para uma geração de jogadores que, pelo menos, desde a Copa do Mundo no Brasil, em 2014, vinha sendo apontada como desprovida de grandes craques, assim como a responsável pelo rebaixamento da seleção brasileira do papel de protagonista para o de coadjuvante no futebol mundial.

    Esta foi a 17ª medalha do Brasil na Olimpíada do Rio de Janeiro. Agora, o país soma seis ouros, seis pratas e cinco bronzes, no melhor desempenho da história. Além do ouro de 2016, o futebol masculino tem três pratas (1984, 1988 e 2012) e dois bronzes (1996 e 2008).

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    Brasil passeia diante da Rússia e fará quarta final olímpica consecutiva no vôlei masculino

    Foi a melhor revanche possível. E um baile dentro de quadra. Após perder a medalha de ouro em Londres 2012, o Brasil deu o devido troco nos russos na noite desta sexta (19) ao vencer a semifinal do voleibol masculino dos Jogos Rio 2016 por 3 sets a 0 (25/21, 25/20 e 25/17). Esta é a quarta fina consecutiva da equipe comandada pelo técnico Bernardinho – feito inédito na história dos Jogos. Aos gritos de “o campeão voltou”, e com bastante apoio da torcida, que mais uma vez lotou o Maracanãzinho, o Brasil contou com grande atuações de Wallace, autor de 18 pontos, e Lucarelli, que marcou dez, para vencer a Federação da Rússia e enfrentar a Itália na grande decisão, que no jogo anterior passou pelos Estados Unidos.
    “É difícil falar porque só a gente sabe como lutamos para chegar até aqui. É pesado para mim, com a idade que eu tenho. É difícil acreditar que estou na quarta final Olímpica. Agora, temos que descansar e fazer história dentro de casa. Vamos dar a vida aqui no domingo”, garantiu o líbero Serginho, de 40 anos.
    A final de domingo (21), às 13h15, vai colocar frente a frente duas equipes de muita tradição. Brasil e Itália ganharam seis dos últimos sete Campeonatos Mundiais. Além disso, decidiram os Jogos Atenas 2004, quando a seleção brasileira conquistou o segundo ouro de sua história. No primeiro, em Barcelona 1992, a Itália era considerada favorita, porque tinha sido campeã mundial dois anos antes, mas sequer chegou à final. Os italianos ainda se tornariam tricampeões mundiais em 1994 e 1998.
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    O prazer de liderar por metros a mais: Bolt sobra de novo e leva tri dos 200m

    Existe uma razão para Usain Bolt ter os 200m como prova favorita. Uma vez passada a curva, sua velocidade não o deixa na mão. Não há a pressa dos 100m ou a tensão da troca de bastões em um revezamento. São apenas metros a mais curtindo sua vantagem sobre quem quer que seja o adversário, passadas extras apreciando como é bom ser o homem mais rápido do mundo. Nesta quinta-feira, mesmo com a medalha em jogo, a postura não foi diferente. As pernas falaram sério enquanto o Raio fez da reta sua passarela para o último voo solo. Em sua despedida de provas individuais em Olimpíadas, debaixo de chuva, até sentiu uma ponta de frustração pelo tempo “alto” de 19s78. Logo depois, relaxou. Pouco importava que não tivesse recorde. Ele era mais uma vez tricampeão olímpico.
    – Eu fiquei decepcionado. Sempre fico contente em ganhar, mas queria ter ganhado quebrando recorde mundial. Queria ter corrido um pouco mais rápido, mas minhas pernas estão ficando cansadas, estou ficando mais velho e não me recupero tão rapidamente como antes. Mas voltei de lesão e consegui ser campeão novamente. Este foi o meu último evento individual em Olimpíada e eu queria dizer adeus com mais uma medalha de ouro.
    No último domingo, o jamaicano já havia subido um degrau na história do atletismo ao tornar-se o primeiro atleta homem ou mulher a ganhar três ouros nos 100m. E a coleção dourada ainda pode aumentar nesta sexta-feira, quando Bolt e outros três compatriotas correrão a final do 4x100m. Na eliminatória, um quarteto sem o Raio garantiu a vaga na final com o 5º tempo. 


    Fonte: Globoesporte.com
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    Na raça, no coração e na chuva, Bruno e Alison batem italianos e levam o ouro no vôlei de praia


    Assim que foram apresentados pelo locutor em quadra, Alison Cerutti e Bruno Schmidt levantaram a galera. O Mamute abriu os braços e pediu apoio. O público foi ao delírio e correspondeu. Parecia um estádio de futebol. Parecia um caldeirão. E nem a chuva que caía forte na Arena de Vôlei de Praia, em Copacabana, no início da madrugada desta sexta-feira, foi suficiente para esfriar o calor e a energia que emanavam dos donos da da casa na decisão contra os italianos Nicolai e Lupo. E foi nesse clima que o Brasil ganhou mais dois novos campeões olímpicos. Com o placar de 2 a 0, parciais de 21/19 e 21/17, na raça e no coração, o capixaba e o brasiliense garantiram a medalha de ouro nas areias de Copacabana. Podem soltar o grito de “É campeão!”, podem bater no peito, podem comemorar muito.

    Trata-se da segunda medalha de ouro olímpica do Brasil no vôlei de praia masculino. A primeira foi há 12 anos, quando Ricardo e Emanuel venceram Javier Bosman e Pablo Herrera, da Espanha, em Atenas 2004. Foi justamente com Emanuel que Alison teve a sua primeira participação olímpica. A parceria vitoriosa durou quatro anos. Quando Mamute, o gigante de 2,03m, resolveu se separar do campeão da edição grega dos Jogos, passou então a jogar com Bruno logo na sequência. Para o sobrinho do apresentador do “Fantástico” Tadeu Schmidt, que estava na arquibancada com a família e se emocionou muito, foi a primeira vez numa Olimpíada. Já sai como campeão. E jogando em casa.

    Fonte: Globoesporte.com
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    Martine Grael e Kahena Kunze vencem na vela e conquistam quarto ouro do Brasil



    As brasileiras Martine Grael e Kahena Kunze conquistaram o ouro na classe 49er FX da vela. Após dez regatas, elas chegaram à regata da medalha em segundo lugar na classificação geral, mas conseguiram garantir o lugar mais alto do pódio quando terminaram em primeiro a última regata de hoje (18).

    Martine é filha de Torben Grael, que conquistou cinco medalhas olímpicas. Formando dupla com Kahena, ela foi campeã mundial em 2014 e prata nos Jogos Pan-Americanos 2015 na classe 49er FX. Elas fazem sua estreia em olimpíadas no Rio.
    A prata ficou com as neozelandensas Alex Maloney e Molly Meech e o bronze com Jena Hansen e Katja Steen Salskov-Iversen, da Dinamarca.
    Mais cedo, Ana Luiza Barbachan e Fernanda Oliveira chegaram em quarto lugar na última regata da classe 470. Com o resultado, elas terminaram em oitavo lugar na classificação geral.
    Esse foi o segundo melhor resultado das velejadoras nesses jogos; nas dez primeiras regatas, elas não passaram do quinto lugar, exceto na regata 5, quando alcançaram o segundo melhor tempo. Entretanto, isso não foi suficiente para conquistar uma medalha na classe 470.
    A Grã-Bretanha ficou com a medalha de ouro, a Nova Zelândia com a prata e a França levou o bronze.
    Na vela, os atletas devem completar um número específico de voltas no menor tempo. O percurso é determinado por boias. As competições de vela são divididas em uma série de regatas e os atletas acumulam pontos de acordo com a colocação em cada uma delas; a última é a regata da medalha.
    Este foi o último dia das provas da vela nos Jogos Olímpicos do Rio. A medalha conquistada hoje na classe 49er FX feminino foi a única do Brasil na modalidade.
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    Final contra Alemanha não será revanche, dizem jogadores brasileiros

    A final do futebol masculino na Rio 2016 será o reencontro da seleção brasileira com o adversário que impôs a mais dolorosa derrota ao país: a Alemanha, com seus sete gols na Copa de 2014 ainda bem frescos na memória dos brasileiros. O discurso dos atletas que deixaram o campo após a vitória na semifinal na tarde hoje (17), contra Honduras, é de que o jogo com os alemães não será uma revanche.
    “Acho que nosso objetivo é alcançar o ouro independente do adversário. A gente sabe que vai criar um clima diferente por tudo o que aconteceu na Copa, mas nós, jogadores, não vamos entrar nesse clima”, disse o goleiro Weverton, na saída do jogo contra Honduras, vencido por 6 a 0.
    No momento da fala, a Alemanha ainda era uma possibilidade, pois o jogo contra a Nigéria, na outra semifinal, ainda não tinha começado. Os alemães venceram por 2 a 0 e garantiram a vaga na final contra o Brasil.
    Antes de conhecer o resultado, Gabriel Jesus havia afirmado que qualquer uma das duas seleções exigirá maturidade da seleção brasileira. Ele descartou que haverá espírito de revanche contra a Alemanha: “Não tem nada a ver. Se trata de outra ocasião, outra situação, outro campeonato, outro tudo. Não tem essa de vingança. Estamos aqui para conquistar o ouro e temos a oportunidade”.
    O meia Renato Augusto concorda: “É outro momento, são outros jogadores. Não tem como ficar pensando em revanche. tem que pensar em medalha, independente de contra quem vai jogar”.
    O atacante Gabigol também afirma que a competição é outra e lembra que os times são diferentes. “Não tem como mudar o passado, mas tem como fazer o futuro”.
    A final será no próximo sábado, às 17h30, no estádio do Maracanã.
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    Robson Conceição vence francês e ganha o primeiro ouro para o boxe do Brasil


    O brasileiro Robson Conceição fez história e conquistou hoje (16) a primeira medalha de ouro do boxe brasileiro em olimpíadas e o terceiro ouro do Brasil na Rio 2016. Por decisão unânime dos juízes, o lutador baiano derrotou o francês Sofiane Oumiha na categoria peso ligeiro, até 60 quilos.

    Com o ouro de Robson, o Brasil subiu para a décima quinta colocação no quadro geral de medalhas.
    Relaxado na luta, Conceição não deu chances para o francês e levou a torcida presente no Pavilhão 6 do Riocentro ao delírio. Antes mesmo do fim da luta, os torcedores já gritavam “é campeão”.
    No primeiro round, os três juízes deram a vitória ao brasileiro. No segundo, dois dos três árbitros deram 10 a 9 para Conceição, mesmo resultado do terceiro e último round.
    Em uma chave considerada difícil, o brasileiro enfrentou o uzbeque Hurshid Tojibaev em sua primeira luta e venceu por decisão unânime. Mesmo placar da luta contra o cubano Jorge Alvares, que já garantia o bronze ao baiano.
    Conceição queria mais e na sua terceira Olimpíada – ele foi décimo sétimo em Pequim e em Londres – superou a pobreza e as dificuldades vividas na infância para subir ao lugar mais alto do pódio na Rio 2016.
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    Brasileiro Tiago Braz traz mais uma medalha de ouro para o Brasil no salto com vara na Rio 2016

    Ainda é difícil acreditar. Depois de tantas frustrações na grandes competições, Thiago Braz desencantou justamente na maior de todas. No Estádio Olímpico da Rio 2016, com a maior pressão já enfrentada na carreira, o brasileiro quebrou os limites do corpo e da mente. Rompeu da barreira dos seis metros, desbancou o favorito Renaud Lavillenie e sagrou-se campeão olímpico do salto com vara. Foi uma noite para não esquecer jamais.
    – Foi um milagre. Estou muito contente pela conquista, pelo meu salto, pelo tempo que fez. Choveu, parou, ventou, parou… Tudo funcionou para que desse certo. Estou muito feliz com a vitória. Minha vida mudou, mas nem sei como mudou ainda. Daqui para frente, vou percebendo um pouco como isso vai ficar. Uma medalha olímpica era muito importante até para a continuidade da minha carreira. Para continuar meu trabalho lá fora, dependo de apoio. Estou muito feliz com o que aconteceu.
    Thiago acertou seis saltos até cravar o recorde olímpico de 6,03m. Deixou Lavillenie estupefato com o crescimento no momento mais crítico da competição e com a estratégia de pular a marca dos 5,98m, cujo acerto não seria suficiente para dar-lhe o ouro. O próprio brasileiro ficou surpreso com o feito.
    Fonte: Globoesporte.com
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    Primeiro e único: Bolt sobe um degrau na história com o tri dos 100m no Rio

    Antes de dormir, conte uma história ao seu filho. Pode ser a do menino que desafiava o tempo, rápido feito um raio e que colecionava ouros. Enquanto os outros corriam atrás, ele corria na frente. E, mesmo já tendo vencido todos, seguia correndo. Não bastava ser o homem mais rápido de todos os tempos. Era preciso ter os três títulos que ninguém tinha. Na noite deste domingo, antes de dormir, conte ao seu filho – se é que ele ainda não sabe – que só Usain Bolt é tricampeão na história dos 100m rasos, seja entre homens ou mulheres. 
    Conte o quão aplaudido e reverenciado ele foi assim que pisou na pista do Engenhão e como ele arrancou de forma espetacular para deixar o cronômetro parado em 9s81, sua melhor marca na temporada. Conte como ele venceu os limites de um corpo de 29 anos e como passou o americano Justin Gatlin (9s89) nos metros finais antes de celebrar com a torcida que o ovacionou a noite toda. O canadense Andre De Grasse (9s91), coadjuvante de luxo, completou o pódio.
    Fonte: Globoesporte.com
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    Brasil supera Austrália nos pênaltis e vai à semifinal do futebol feminino

    Não podia ser mais tenso. Com direito a disputa de pênaltis e
    erro de Marta, a seleção brasileira de futebol feminino superou a Austrália no
    Mineirão na madrugada de hoje (13) e está nas semifinais das Olimpíadas de
    2016. 
    O Brasil dominou a partida, mas não conseguiu balançar as redes.
    Depois de um 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação, a torcida explodiu quando
    a goleira Bárbara defendeu a cobrança da australiana Kennedy, cravando o placar
    de 7 a 6 na disputa de pênaltis.
    O Brasil enfrentará agora a Suécia, na próxima terça-feira (16),
    no Maracanã. As suecas superaram os Estados Unidos também nos pênaltis, após o
    empate de 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação. 
    O estádio recebeu um bom público. Haviam sido vendidos 52.255
    ingressos. Foi a primeira vez nas Olimpíadas que o anel superior do Mineirão
    recebeu torcedores para partida de futebol feminino. Nos outros quatro jogos,
    foram ocupados apenas assentos do anel inferior.
    Espírito olímpico
    Além de camisas da seleção brasileira, uniformes de Atlético-MG
    e Cruzeiro foram os trajes escolhidos por muitos torcedores. Para o analista de
    segurança da informação Plínio Devanier, a partida trouxe o espírito olímpico
    para a rivalidade dos dois maiores clubes de Minas Gerais. “As Olimpíadas
    favorecem a integração entre os povos. Estamos acolhendo e nos confraternizando
    com vários estrangeiros. E a integração entre torcedores rivais é também
    fundamental”, diz
    Aguardando o início da partida nos arredores do Mineirão,
    Plínio, que é atleticano, tomava uma cerveja com o engenheiro civil e
    cruzeirense Paulo Henrique de Oliveira. Eles haviam acabado de se conhecer.
    “Na partida entre Estados Unidos e Nova Zelândia eu também vim para cá com
    um amigo cruzeirense de infância. Foi a primeira vez que viemos juntos a um
    jogo de futebol”, diz Plínio.
    O engenheiro eletricista mineiro Rafael Lima veio de Fortaleza,
    onde mora atualmente, para prestigiar as jogadoras brasileiras. “Já que
    não consegui ver essa partida lá, peguei o avião para estar aqui hoje”.
    Muitos torcedores vieram ao Mineirão munidos também de cartazes
    críticos ao presidente interino Michel Temer. Ao final do primeiro tempo,
    torcedores em todo o estádio se manifestaram sobre a situação política do país
    aos gritos do “Fora Temer”. Parte dos presentes vaiou o protesto. 
    Fonte: Agência Brasil

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    “SAI ZICA”: Brasil goleia a Dinamarca por 4 a 0 e avança na Olimpíada


    Com origem no hebraico, uma das definições para o nome Gabriel é “homem forte de Deus”. O ataque da Seleção Brasileira na Olimpíada tem dois jogadores que carregam tal alcunha e, na noite desta quarta-feira (10), mostraram toda a força que têm.
    Com um gol cada, Gabriel Barbosa e Gabriel Jesus abriram o caminho para a vitória que garantiu a classificação da Canarinho às quartas de final dos Jogos Olímpicos Rio 2016. Luan (proveniente do termo gaélico que quer dizer “guerreiro”) não ficou para trás e, já no segundo tempo, deixou a marca dele. Mais para o fim da partida, Gabigol ainda marcou mais um e completou o show do setor ofensivo na goleada por 4 a 0 sobre a Dinamarca, na Fonte Nova, em Salvador (BA).

    Contando com um grande apoio do torcedor baiano, a Seleção Brasileira entrou em campo em ritmo acelerado e, apesar da forte marcação da Dinamarca, com os 11 homens bem atrás da linha da bola, fez muita pressão. A primeira boa chance veio aos 13 minutos. Neymar cobrou falta da área e Rodrigo Caio desviou com a perna direita. O goleiro Höjbjerg defendeu e evitou o primeiro gol brasileiro.

    Aos 23, nova oportunidade pelos pés de Neymar. O camisa 10 fez boa jogada e encontrou Gabriel Jesus. O atacante chegou bem, mas não conseguiu bater firme com o pé direito. Três minutos mais tarde, a rede balançou. Douglas Santos partiu em velocidade pela esquerda e cruzou rasteiro. Gabriel Barbosa fechou bem no segundo pau e abriu o placar.
    Nos minutos finais da etapa inicial, aos 40, Gabriel Jesus ampliou a vantagem. Após tabela com Gabigol, Luan rolou para a área e, antecipando o marcador, Jesus deixou o dele.
    Não demorou muito tempo para a rede balançar no segundo tempo. Logo aos quatro minutos, Neymar deu belo passe para Douglas Santos e o lateral encontrou Luan, que só precisou empurrar para o gol.
    Mesmo com boa vantagem já construída, a Seleção Brasileira continuou no ataque e teve boas chances com Neymar, aos 16, e Marquinhos, aos 22. A primeira parou no goleiro Höjbjerg e a segunda foi bloqueada pela defesa. Gabriel já havia marcado o dele, mas queria mais. Quando o cronômetro marcava 35 minutos, o camisa 11 recebeu uma linda enfiada de bola de Neymar e bateu cruzado para dar números finais ao jogo.

    Com o resultado, o Brasil chegou a cinco pontos e avançou às quartas de final dos Jogos Olímpicos Rio 2016 na primeira colocação do Grupo A. Agora, a Seleção Brasileira vai enfrentar a Colômbia, no próximo sábado (13), às 22h (de Brasília), na Arena Corinthians, em São Paulo (SP).

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    UMA MAQUINA OLIMPICA: Em um intervalo de 73 minutos, Michael Phelps conquista 2 medalhas de ouro


    Michael Fred Phelps 2º subiu 25 vezes ao topo do pódio em Olimpíadas. Cada medalha teve uma história diferente. A primeira, em 2004. A oitava seguida e o feito histórico, em 2008. A 19ª e o recorde de láureas nos Jogos. A do adeus, em 2012, e a do retorno, em 2016.

    Em nenhuma delas, no entanto, pareceu tão emocionado quanto na 25ª, sua primeira conquista individual no Estádio Aquático do Rio. Ele estava, realmente, de volta.

    A vibração começou na piscina. Aos 31 anos, Phelps entrou para os 200 m borboleta ainda sob a dúvida do que seria possível esperar de seu retorno –o ouro do revezamento 4 x 100 m havia dado uma pista de que poderia ser rápido novamente.


    O norte-americano virou os primeiros 50 m em segundo, depois ganhou a liderança para não perder mais.

    Marcou 1min53s36, seguido por Masato Sakai (1min53s40) e Tamas Kenderesi (1min53s62). Chad Le Clos, algoz de Londres-2012, que havia quebrado sua invencibilidade na prova, amargou o quarto lugar.


    Phelps vibrou, esticou o dedo mostrando quem é o número um. Depois se sentou na raia e ergueu os dois braços, ovacionado pela torcida.

    Pediu mais gritos e foi atendido. A ovação havia começado antes mesmo de ele entrar na água quando sua imagem na sala de controle apareceu no telão.

    No pódio, Phelps parecia mais feliz do que de costume. Entrou sorridente, só não sabia se curtia o momento ou se alongava, já que teria de nadar outra prova em pouco mais de uma hora.

    Durante o hino nacional dos EUA, o atleta, nascido em Towon, no Estado de Maryland, apertou a boca, respirou fundo e segurou uma lágrima que encharcava o olho e ameaçava cair.


    Phelps emocionado no pódio foi uma raridade. Mas ele já havia avisado que estaria mais emotivo do que antes.



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    Somos todos Silva: Rafaela conquista 1º ouro do Brasil na Olimpíada do Rio

    É Silva, é da favela, é uma das milhões de brasileiras que tiveram uma infância pobre. A diferença é que o esporte transformou a vida de Rafaela, e cerca de quinze anos depois de ser colocada pelo seu pai em um projeto social que ensinava judô para evitar que o crime organizado a seduzisse, a menina carioca de 24 anos é a mais nova campeã olímpica do esporte mundial. 
    Nascida e criada na famosa favela Cidade de Deus, Rafa enfileirou cinco adversárias e levantou uma contagiante torcida nesta segunda-feira, na Arena Carioca 2, no Parque Olímpico da Barra, para realizar o maior sonho de qualquer atleta no planeta, não importa de onde ele veio. 
    Na final do peso-leve (até 57kg), a atleta de 1,69m se agigantou e venceu por wazari a judoca da Mongólia Sumiya Dorjsuren, líder do ranking mundial. É o primeiro ouro do Time Brasil na Olimpíada do Rio, a segunda medalha do país, após a prata no tiro esportivo de Felipe Wu, na pistola de 10m. A láurea de Rafa é a 20ª do judô nacional em Jogos Olímpicos, aumentando a vantagem da arte marcial de origem japonesa na disputa com a vela (17).
    Acho que eu só tenho agradecer todo mundo que me deu forças. Treinei bastante para representar todo esse ginásio. Se eu pudesse servir de exemplo para crianças da comunidade, é o que eu tenho para passar para o judô. Treinei tudo que podia nesse ciclo, saía treinando, chorando, queria a medalha. Trabalhei o suficiente para conquistar. Para uma criança que cresceu numa comunidade, que não tem muito objetivo na vida, como eu, que sou da Cidade de Deus, e começou a fazer judô por brincadeira, agora sou campeã mundial e olímpica – vibrou Rafaela logo depois de sair do tatame.