Sem apontar conversas forjadas, Lava Jato se contradiz ao aventar fraude

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil Durante os últimos dias, o ministro da Justiça, Sergio Moro, e procuradores da Operação Lava Jato prestaram explicações sobre o vazamento de mensagens de Telegram, algumas contraditórias.

Os diálogos entre o ex-juiz e o coordenador da força-tarefa Deltan Dallagnol indicam que o magistrado orientou como o Ministério Público deveria agira em sua estratégia investigativa e de comunicação com a sociedade. Em um deles, como mostrou o UOL, Moro disse que só 30% dos crimes da delação da Odebrecht deveriam ser apurados.

Basicamente, a estratégia da Lava Jato nesta crise tem sido:

Não enfatizar o conteúdo das mensagens; Enfatizar a forma como as mensagens foram obtidas, apontando-a como uma invasão hacker e, às vezes, dizer que os próprios jornalistas se aliaram a criminosos Ao tratar do conteúdo, afirmar que as mensagens não indicam irregularidade criminal, moral ou ética praticada Levantar a hipótese de que os diálogos tenham sido adulterados Apesar disso, em oito dias, nenhuma mensagem, ou sequer um trecho delas, foi apontada como falsa ou adulterada.

As mensagens foram reveladas pelo site “The Intercept Brasil” a partir da noite de 9 de junho. A autenticidade das mensagens não foi questionada de início. Mas, na quarta-feira (12), Moro e os procuradores passaram a enfatizar a suspeita de que “diálogos inteiros podem ter sido forjados”.

Entretanto, passados oito dias, o ministro e os procuradores não apontaram conversas forjadas ou mesmo trechos delas.

Há contradições. De um lado, dizem que não podem confirmar a autoria das mensagens, afirmam que elas são comuns na relação entre magistrados e procuradores. Uma delas seria um “descuido”, avaliou Moro.

noticias.uol.com.br

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