Polícia Civil comparece à Degepol: “Estamos prontos para ser presos”

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Policiais-Civis-na-Degepol-52-768x509O Sindicato dos Policiais Civis do Rio Grande do Norte (Sinpol-RN) compareceu, na manhã desta quarta-feira 3, à Delegacia Geral da Polícia Civil para cumprir a decisão judicial do desembargador Cláudio Santos, que entendeu que a continuidade da paralisação dos agentes configura crime que deve ser punido com prisão.

“Viemos aqui para resolver o problema. Há uma decisão judicial para ser cumprida e queremos dar cumprimento. Infelizmente estamos impossibilitados de trabalhar, mas por outro lado, se não voltarmos aos trabalhos é determinado que nos seja dada voz de prisão, estamos aqui para receber essa voz de prisão da delegada geral”, contou Nilton Arruda, presidente do Sinpol.

Durante o movimento, alguns policiais se algemaram em protesto. “Estamos prontos para sermos presos, já que existe a ordem judicial determinando nossa prisão. Estamos aqui com as próprias algemas para sermos presos”, afirmou Nilton.

Ele reiterou que os servidores não estão em greve, e que dependem do pagamento dos salários para voltarem a trabalhar. “Pagando o salário, retornamos à atividades normais. A Polícia Civil não está parada, está com os trabalhos prejudicados. Nós estamos fazendo Boletins de Ocorrência, flagrantes de delito, investigações no local do crime com a DHPP… não estamos estado de greve, mas estamos em estado de necessidade”.

O delegado Cláudio Henrique Freitas, presidente em exercício da Associação dos Delegados de Polícia Civil do Rio Grande do Norte (Adepol), reclamou do atraso do equivalente a quase 60 dias de atrasos salariais (acumulando-se ainda o 13º), que culminaram na paralisação dos policiais. Henrique, contudo, garantiu que não há greve.

“A Adepol entende que não está havendo descumprimento da decisão judicial. O que há é uma tentativa de negociar com a cúpula da Polícia Civil para que forneçam os meios que permitam aos policiais exercerem sua atividade de forma mínima possível. Há 54 dias desde o último recebimento de salário. Não é um atraso de 5 dias. É um absurdo. Acho que ninguém considera isso tolerável. São 54 dias de atraso que impedem qualquer subsistência do policial. O governo não pagou parte de novembro, dezembro e o 13º. Até o momento não há nota oficial que diga quando se vá pagar qualquer uma dessas folhas. Estamos aguardando posicionamento oficial do governo”, disse Cláudio Henrique.

Portal Agora RN;

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