Pedreiro confessa ter matado Iasmin após menina ter recusado relação sexual

O pedreiro Marcondes Gomes da Silva, de 45 anos, confessou em um novo depoimento que matou Iasmin Lorena de Araújo, de 12 anos. A informação foi confirmada pela Polícia Civil durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta sexta-feira, 27.

Em depoimento, o homem confessou que encontrou Iasmin na casa em que trabalhava, onde teriam iniciado uma conversa. Segundo Marcondes, os dois chegaram a trocar beijos e ele tentou manter relações com a criança que, assustada, se negou e tentou fugir. O homem afirma ter a contido e asfixiado, cavando o buraco e a enterrando em seguida. De acordo com o depoimento, não teria acontecido abuso sexual nem antes ou depois da morte da menina.

Iasmin foi vista pela última vez no dia 28 de março, quando saiu de casa, na comunidade da África, na Zona Norte de Natal. Sua mãe teria pedido que a filha entregasse um valor em dinheiro para uma vizinha, porém, a adolescente nunca chegou sequer ao seu destino.

A família da criança viveu, desde então, momentos de dor e agonia, onde realizaram buscas e manifestações que tinham como fim exigir da polícia seriedade com relação ao caso. Marcondes, que era vizinho da família, esteve presente em cada momento, mostrando apoio e participando de momentos de oração e procura pela adolescente.

Porém, um corpo encontrado na última terça-feira, 24, pós um fim ao teatro do assassino. Uma casa em construção, na mesma rua onde Marcondes e a criança viviam, foi alvo de uma investigação policial naquela manhã. Cães farejadores foram utilizados na ação e encontraram o possível corpo da menina enterrado.

Em avançado estado de decomposição, o corpo foi levado ao Itep. Os pais reconheceram as roupas como sendo as que Iasmin usava no dia em que desapareceu. No bolso do short da criança ainda estava o dinheiro dado por sua mãe. Análises de DNA irão comprovar oficialmente se é o corpo da criança, porém, para a Polícia Civil, não restam dúvidas.

Marcondes trabalhava na obra da casa e foi tido como principal suspeito pelas autoridades. Foragido desde terça, o pedreiro teve sua identidade revelada na quarta-feira, 25. Foi encontrado pela Polícia Militar após uma denúncia anônima na praia de Touros, no Litoral Norte potiguar. Mantendo tranquilidade, afirmou que pretendia se entregar à polícia quando conseguisse um advogado.

O pedreiro chegou a acusar a mãe de Iasmin, Ingrid de Araújo, por participação no crime. Ouvida, a mãe afirmou não ter envolvimento algum e disse ainda que o homem a acusava como parte de um plano para tirar o foco da investigação. De acordo com a delegada a frente do caso, Dulcineia Costa, da Delegacia da Criança e do Adolescente, por diversas vezes o homem agiu para despistar as autoridades no caso, agindo sempre com muita frieza.

Em uma das ocasiões, para tirar o foco das buscas próximas a casa onde trabalhava, Marcondes teria levado o par de sandálias que Iasmin usava no dia em que foi morta para outro local, implantando, assim, provas falsas, que confundiram a polícia.

Para a delegada, Marcondes possui características de um sociopata. Durante a coletiva, também foi revelado que o homem teria um histórico de pedofilia, tendo, inclusive, já abusado sexualmente de outra criança da mesma idade, caso que não chegou a ser noticiado.

Vídeo divulgado pela polícia mostra o homem confessando crime:

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