Energia furtada no RN abasteceria 33 mil imóveis por um ano, diz Cosern

Resultado de imagem para gato cosernA Cosern aponta que são desviados, por ano, em média 60 milhões de kWh de energia elétrica em todo o estado com o furto de energia. O valor representa um prejuízo médio de R$ 28 milhões à concessionária. A companhia elétrica, de janeiro a março deste ano, identificou 734 fraudes a partir de denúncias recebidas.

A empresa vem intensificando o combate às ligações clandestinas de energia – os populares “gatos de luz” – na rede elétrica do Rio Grande do Norte. Segundo a Cosern, a energia seria o suficiente para abastecer uma cidade com 33 mil residências por até um ano. Ou até mesmo a cidade de Mossoró por um período de 30 dias.

Em 2017, a Cosern recebeu 3.224 denúncias em todo o estado, todas comprovadas pelas equipes de campo. Na maioria dos casos, os “gatos” foram retirados com apoio da polícia, tanto para garantir a segurança dos eletricistas da concessionária quanto para embasar o processo judicial que é aberto logo em seguida à ação.

No dia 25 de abril passado, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que as distribuidoras de energia poderão cortar o fornecimento de fraudadores. O STJ julgou um recurso da Associação Brasileira das Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee) que uniformiza a jurisprudência. O relator, ministro Herman Benjamin, queria limitar o corte aos casos de inadimplência, mas entendeu que o roubo de energia deveria ter a mesma punição. Para a Abradee, a decisão protege o consumidor honesto, não permitindo que ele arque com o prejuízo das fraudes.

O desvio de energia elétrica é crime, previsto no artigo 155 do Código Penal, e a pena pode chegar a quatro anos de reclusão. Além de crime, o gato representa risco de morte a quem faz e a quem está próximo. A infração também causa inconstâncias na qualidade do fornecimento de energia e parte do prejuízo é dividida por todos os consumidores na hora do reajuste tarifário homologado pela Aneel anualmente.

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