Força tarefa da Lava Jato ameaça abandonar trabalhos se lei do abuso entrar em vigor

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Os procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato repudiaram o que chamam de ataque feito pela Câmara contra as investigações e a independência dos promotores, procuradores e juízes.

O procurador do Ministério Público Federal (MPF) Carlos dos Santos Lima chegou a dizer, durante uma entrevista coletiva realizada em Curitiba na tarde desta quarta-feira (30), que a força-tarefa da Lava Jato ameaça abandonar os trabalhos se a “proposta de intimidação de juízes e procuradores” for aprovada.

“Golpe mais forte efetuado contra a Lava Jato concretamente em toda a sua história”, afirmou o procurador Deltan Dallagnol, que é o coordenador da força-tarefa.

Deltan Dallagnol disse que, se for aprovada, “a proposta será o começo do fim da Lava Jato”. “A força-tarefa da Lava Jato reafirma seu compromisso de trabalhar enquanto for possível”, reforçou.

O coordenador da força-tarefa inclusive afirmou que “não será possível continuar trabalhando na Lava Jato se a lei da intimidação for aprovada”.

Em comunicado a imprensa, o Ministério Público Federal revelou que a aprovação da Lei da Intimidação acontece em um momento em que as investigações da Lava Jato chegam cada vez mais perto de crimes de corrupção praticados por um número significativo de parlamentares influentes. 

“O mesmo espírito de autopreservação que moveu a proposta de autoanistia moveu e move a intimidação de promotores, procuradores e juízes. O objetivo é “estancar a sangria”, informou o MPF. 

Ainda de acordo com o Ministério Público Federal, ´”há um evidente conflito de interesses entre o que a sociedade quer e aqueles que se envolveram em atos de corrupção e têm influência dentro do Parlamento querem”. 

TJRN determina que MP investigue 9 deputados por fraudes na Assembleia do RN

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O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte determinou a retomada das investigações relacionadas à operação Dama de Espadas que apurou desvios de recursos na Assembleia Legislativa do RN. O desembargador Cornélio Alves determinou ainda que o MP investigue o envolvimento na fraude dos deputados estaduais Ezequiel Ferreira de Souza, Álvaro Dias, Nélter Queiroz, Getúlio Rêgo, Ricardo Mota, Raimundo Fernandes, Márcia Maia, Gustavo Carvalho e José Adécio, detentores de foro por prerrogativa de função junto à corte potiguar.

O processo será remetido ao Procurador-Geral de Justiça, que deverá concluir as investigações no prazo de 60 dias ou, finalizado este prazo, requerer prorrogação.

Na decisão, o desembargador cita que não há sequer uma minima relação dos deputados com os crimes cometidos pelo “núcleo duro” liderado por Rita das Mercês, ex-procuradora-geral da AL, mas que há indícios de que existia nos gabinetes dos nove deputados citados um esquema de desvio de verbas públicas através da nomeação de servidores fantasmas.

“Não importa que o objeto central da investigação não seja os parlamentares estaduais. Fato é que, surgindo fortes indicativos, como os colacionados nos autos, de participação de sujeito detentor de foro por prerrogativa de função, os autos devem ser encaminhados à Corte competente, a quem incumbirá decidir acerca da pertinência do desmembramento”, explicou o desembargador Cornélio em sua decisão.

Tragédia com avião da Chapecoense: Áudio revela “falha total” e “falta de combustível”

acidente_chapecoense_reuUm áudio divulgado pela imprensa colombiana revelou o que seria a última conversa do piloto Miguel Quiroga, comandante da aeronave que levava a Chapecoense, com a torre de controle do Aeroporto Internacional de Medellín, onde o avião deveria fazer o pouso.

A gravação mostra o contato com as aeronaves que aguardavam para pousar, incluindo o voo da Lamia, que acabou caindo, vitimando fatalmente 71 pessoas. Em determinado momento, o piloto afirma: “Senhorita, Lamia 933 está em falha total, falha elétrica total, sem combustível”.

“Pista livre e esperando chuva (…) Lamia 933, bombeiros alertados”, respondeu a controladora em seguida. O piloto Quiroga então pede auxilio para direcionar o avião para a pista do aeroporto, tendo o seguinte retorno: “O sinal de radar foi perdido, não o tenho, notifique rumo agora”.

No momento final da gravação, a funcionária da torre de controle tenta contato com o comandante, sem sucesso, durante mais de um minuto. “Você está a 8,2 milhas da pista. (…) Que altitude tem agora? (…) Lamia 933, posição?”.

A última palavra do piloto foi: “Jesus”.

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